segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Experimento de Clonagem

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Brasil criou dois clones de uma vaca da raça Junqueira. A vaca Junqueira está ameaçada de extinção e estima-se que haja menos de cem animais dessa raça em todo o território brasileiro.
O experimento de clonagem foi feito através de um pedaço de tecido da orelha de uma vaca doadora com nove anos de idade. O clone batizado de Porã nasceu dia 10 de abril com 25 quilos depois de 292 dias de gestação, e o clone batizado Potira nasceu com 29 quilos dia 24 de abril, após um período de gestação de 290 dias. Os bezerros clonados estão saudáveis e estão sendo monitorados pela equipe de pesquisadores da Embrapa.
A raça de boi Junqueira é muito usada para a produção de carne e leite, além de ser usada como força de trabalho. Os primeiros bois vieram ao Brasil através dos colonizadores espanhóis e portugueses e se desenvolveram no interior de São Paulo, por volta dos séculos XVIII e XIX. Uma característica da raça são os longos chifres, que costumavam ser usados para fabricar berrantes.
O pesquisador da Emprapa Arthur da Silva Mariante disse que a pesquisa irá continuar e que outros animais silvestres ameaçados de extinção podem ser clonados.
Os clones fazem parte da tese de doutorado da bolsista integrante da equipe de pesquisa, Lílian Iguma.
                 

Insetos transgênicos produzem seda colorida

Alteração no código genético dos bichos-da-seda permite manipulação da cor.
Resultados foram obtidos por um grupo de cientista japoneses.


Para que tingir a seda quando os bichos-da-seda podem ser geneticamente modificados para produzir uma cor específica? Este é o objetivo de cientistas japoneses que manipularam geneticamente os insetos para que produzam fios vermelhos, amarelos ou verdes, segundo estudo publicado nesta segunda-feira (7).

O autor do estudo, Takashi Sakudoh, da Universidade de Tóquio, disse que a compreensão do sistema de transporte de pigmentos do bicho-da-seda "prepara o caminho para a manipulação genética da cor e do pigmento da seda".

Na natureza, a cor dos casulos de seda varia do branco ao verde, passando por amarelo, bege, salmão e rosa. As cores da seda são de pigmentos naturais, absorvidos quando os bichos comem as folhas da amoreira.

Os cientistas japoneses observaram que nos bichos-da-seda que produzem seda branca, o "sangue amarelo" ou gene Y, sofre mutação: um segmento de DNA é apagado. O gene Y permite aos bichos da seda extrair carotenóides (pigmentos orgânicos que ocorrem naturalmente nas plantas), compostos da cor amarela, das folhas da amoreira.
 
Os cientistas descobriram que os insetos com mutação produziam uma forma não-funcional da proteína de carotenóide CBP, conhecida por ajudar a captar o pigmento. Usando técnicas de engenharia genética, os cientistas introduziram genes Y imaculados nos insetos mutantes. Os bichos-da-seda manipulados produziram CBP e casulos de cor amarela, que se revelou mais forte depois de vários cruzamentos.

Segundo os autores deste estudo, publicado na revista da Academia Nacional de Ciência dos Estados Unidos ("PNAS"), a seda poderá ser produzida em cor-de-carne e num tom avermelhado.



Fonte:http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL33215-5603,00-INSETOS+TRANSGENICOS+PRODUZEM+SEDA+COLORIDA.html

Surdez e Cegueira curadas com células-tronco

cura da cegueira tornou-se realidade, ao menos para girinos. E a cura da surdez em porquinhos da índia também foi alcançada. Esses avanços não seriam possíveis sem as células tronco, anunciaram pesquisadores, em descobertas que poderão ajudar também os humanos.
Uma equipe de cientistas reparou audição em porquinhos da índia usando células-tronco humanas retiradas da medula óssea e outro grupo conseguiu fazer nascer olhos funcionais em girinos usando células de sapos.
Apesar destas descobertas não terem aplicações diretas em humanos elas mostram o potencial da medicina regenerativa nos processos biológicos mais básicos no desenvolvimento da audição e da visão.
Segundo os pesquisadores estas descobertas mostram o extraordinário potencial das células-tronco no tratamento de uma série de doenças, desde as fatais até as debilitantes, que afetam milhões de pessoas pelo mundo.
Pesquisadores da Universidade Nacional de Chonnam, na Coréia do Sul, usaram células-tronco mesênquimas, da medula óssea de humana, para restaurar a audição — que havia sido destruída quimicamente — em porquinhos da índia.
Em laboratório, eles criaram tecido nervoso à partir das células-tronco. Em seguida as transplantaram para os ouvidos internos dos animais. Três meses depois os animais já tinham alguma audição.
O objetivo era regenerar minúsculos pelos dentro dos ouvidos que são essenciais para a audição dos mamíferos. No entanto os cientistas não podem afirmar com certeza se a produção dos novos pelos, que não se regeneram sozinhos, ocorreu por causa das células-tronco.
A equipe quer realizar experimentos em humanos, pois a maioria dos problemas de audição são causados pela destruição destes pelos por causa de sons altos, ataque auto-imune, medicamentos tóxicos, ou idade avançada.
Outro estudo da Universidade de Medicina SUNY, nos EUA, conseguiu fazer crescerem olhos funcionais em embriões de sapos usando células-tronco.
A equipe conseguiu manipular sete fatores genéticos para diferenciar as células-tronco em olhos nos girinos, para que os animais pudessem enxergar.
Ainda não existe aplicação imediata para humanos, mas criar diferentes tipos de células é o objetivo da medicina regenerativa, segundo os pesquisadores.

Estudo genético com lagartos pode ajudar a decifrar a evolução humana

Pesquisadores encontraram genes comuns em lagartos e mamíferos.
Artigo da "Nature" tenta compreender genes inativos em humanos.

Um estudo publicado nesta quarta-feira (31) na revista "Nature" afirma que pesquisadores dos Estados Unidos desvendaram o genoma do lagarto anole-verde, fato que vai ajudar a descobrir o que há de semelhante entre o genoma humano e dos répteis, desde que os ancestrais dos dois grupos se separaram, com a evolução das espécies, há 320 milhões de anos.

Os elementos “não codificados” do genoma humano são um dos principais pontos da pesquisa. São regiões que permaneceram inalteradas por milênios, mas que não possuem genes codificadores de proteínas, ficando inativos. Uma das grandes dúvidas dos cientistas é de onde surgiram esses elementos no DNA dos humanos.

Uma das hipóteses é que eles sejam resquícios de “elementos de transposição”, trechos do DNA que são capazes de se movimentar de uma região para outra dentro do genoma de uma célula. Nos seres humanos, muitos desses genes perderam sua capacidade de salto, ou seja, de transposição. Porém, em lagartos anoles eles continuam ativos.

“Os anoles são uma biblioteca viva de elementos de transposição”, diz Jessica Alföldi, co-autora da pesquisa, realizada pelo Instituto Broad da Universidade de Harvard e do Instituto de Tecnologia de Massachusets (MIT), nos EUA. Nos seres humanos existem cerca de 100 elementos não codificados, que são derivados desses genes “saltadores”. “Nos lagartos esses elementos continuam saltitando, porém a evolução os tem usado para seus próprios fins em algo diferente nos humanos”, afirma Jessica.
Lagarto anole-verde, que teve o genoma
descrito por pesquisadores americanos


Adaptação

O estudo também pode ajudar a compreender como as espécies de lagartos evoluíram nas Grandes Antilhas, no Caribe. Tal como os tentilhões de Darwin, as aves que por suas características diferentes de bicos, inspiraram o cientista inglês a escrever "A Origem das Espécies" (1859) e a elaborar a teoria da evolução, os lagartos anoles são adaptados para preencher todos os nichos ecológicos da ilha.

Alguns possuem as pernas curtas e podem caminhar ao longo de galhos estreitos; outros são de cor verde com almofadas no dedão, adequadas para viver no alto das árvores; outros são amarelos e alguns podem viver na grama, e não em árvores. Porém, uma diferença em relação às espécies estudadas por Darwin estes largatos é que os anoles  evoluíram de quatro diferentes formas, nas ilhas de Porto Rico, Cuba, Jamaica e Hispaniola.

O lagarto anole-verde é nativo do Sudeste dos Estados Unidos e é a primeira espécie de lagarto com o seu genoma totalmente sequenciado e montado. Muitos pesquisadores mapearam mais de 20 genomas de mamíferos, mas a genética dos répteis ainda é relativamente inexplorada.



Referencia bibliográfica:
http://g1.globo.com/natureza/noticia/2011/09/estudo-genetico-com-lagartos-pode-ajudar-decifrar-evolucao-humana.html

Surpresas do projeto Genoma Humano



            Cientistas descobriram que os genes são apenas um rascunho ou uma receita tosca de como se fabrica um ser vivo. Eles contêm a matéria-prima de como fazer os tijolos da vida, as proteínas, mas não todas as instruções de como montá-los de modo que o resultado final seja um bebê humano saudável. Um exemplo: estão contidas nos genes as instruções para que as células reprodutoras, uma vez fecundadas, se diferenciem e dêem origem a coração, pulmão, cérebro, músculos e todos os órgãos do corpo humano. Mas os genes não informam que a cabeça tem de ficar em cima dos ombros ou que os braços devem sair um de cada lado do tronco. Essa orientação espacial que permite ao embrião tomar a forma natural que conhecemos é dada por instruções bioquímicas no útero materno. Ou seja, os genes são quase tudo. Quando se imaginava que eram tudo.
            Em parte isso se explica pelo número reduzido de genes. Os seres humanos têm cerca de 30.000, um terço do que se imaginava antes da conclusão do genoma. É pouco gene para tanta diversidade. Só de proteínas diferentes no organismo, estima-se que existam entre 300.000 e 1 milhão. O código genético humano tem tantos genes quanto um pé de milho. A mosca drosófila tem 13.000 e um verme nematóide, 19.000. "Isso é uma facada no orgulho da nossa espécie. Como podemos continuar de cabeça erguida sabendo que temos apenas uns poucos genes a mais do que um verme?", disse Francis Collins, coordenador da equipe internacional do Projeto Genoma Humano. "Por outro lado, é apenas uma pista para buscar onde reside a complexidade que nos torna humanos."
            Em sua avaliação, Venter antecipa o fracasso de muitas das técnicas de tratamento que começaram a ser testadas nos principais centros de pesquisa do mundo nos últimos anos. Trata-se das promissoras terapias genéticas, que prometem curar pessoas corrigindo defeitos em genes que não funcionam como deveriam. Para o cientista, o ser humano é muito complexo para ser controlado apenas pela alteração de um ou outro gene.
            A complexidade estaria não na quantidade de genes que possuímos, mas sim na capacidade do organismo humano de combiná-los e transformar-se numa usina bioquímica produtora de proteínas. A missão de identificá-los, determinar sua localização, função e como interagem é o principal alvo dos geneticistas a partir de agora. Começa-se a discutir um grande projeto nos moldes do que acaba de ser concluído para estudar todas as proteínas responsáveis pelo funcionamento do corpo humano. Vai ser uma tarefa gigantesca, envolvendo enzimas, anticorpos e hormônios como a insulina, estruturas muito mais complexas que o próprio DNA. Uma única proteína pode estar envolvida em mais de um processo, acumulando funções. Além disso, tarefas comuns como determinar secreção deste ou daquele hormônio podem envolver inúmeras proteínas. Ou seja: é jogo matemático de probabilidades praticamente infinito. "Devemos demorar pelo menos trinta anos para começar a compreender o funcionamento de tudo isso", acredita Marcelo Valle de Sousa.
             Voou pela janela, junto com o antigo conceito de gene, o determinismo genético, em que tudo pode ser explicado pelo que está escrito no DNA humano. As influências ambientais são tão decisivas quanto o genoma no funcionamento do organismo. Com isso, distancia-se o sonho de um dia clonar seres humanos para conseguir cópias exatas. Por mais que se criem pessoas parecidas ou até idênticas geneticamente, elas reagirão sempre de maneira diferente aos estímulos externos e nunca terão personalidade, comportamento nem físico exatamente iguais.
            Da mesma forma como genes não produzem seres idênticos, também não justificam as diferenças raciais. O resultado final do Projeto Genoma revelou que todos os seres humanos são 99,99% idênticos do ponto de vista biológico. A diferença entre um negro e um japonês, além da que enxergamos nos traços físicos, está apenas em uma letra trocada a cada conjunto de 1 000 entre todas que formam nosso código genético.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Cão de resgate dos 11 de setembro será clonado

Cientistas querem clonar um cão que ajudou a localizar sobreviventes em meio aos escombros do World Trade Center em Nova York após os ataques de 11 de setembro de 2001, informou um laboratório com sede na Califórnia que realizará a operação.

Trakr, um pastor alemão que vive com seu dono James Symington em Los Angeles, foi escolhido pela BioArts International o cão mais "digno de ser clonado", em uma competição que oferecia ao proprietário do animal a oportunidade de reproduzir seu mascote.

Symington afirmou que ele e Trakr estiveram entre as primeiras equipes de resgate que chegaram ao "Marco Zero" e conseguiram localizar o último sobrevivente cerca de nove metros sob os escombros.

O pastor alemão, que hoje tem 15 anos, não pode usar suas patas traseiras, devido a um problema neurodegenerativo. Segundo a BioArts, os especialistas acreditam que a doença pode estar ligada à exposição a gases tóxicos na área do World Trade Center.
"Trakr significa tudo para mim", disse Symington. "Saber que uma parte dele vai continuar vivendo é algo que não posso expressar em palavras. É o maior presente que já recebi", acrescentou.
No próximo mês, a BioArts levará uma amostra de DNA de Trakr ao laboratório de sua sócia Sooam Biotech Research Foundation, na Coréia do Sul, e o clone poderá estar pronto até o final do ano

Fonte:http://noticias.terra.com.br
Por: grupo 2

Avanço no DNA 'permitirá viver até os 150 anos', diz cientista

Primeiro cientista a sequenciar DNA humano crê que indivíduos podem alterar seu 'destino genético'.

O Primeiro cientista a sequenciar um código genético humano, crê que as evoluções científicas nesta área ainda podem levar os indivíduos a viver "120, 150 anos". Cerca de três décadas atrás, Church estava entre a meia dúzia de pesquisadores que sonhavam em sequenciar um genoma humano inteiro - cada A, C, G e T que nos torna únicos.
Seu laboratório foi o primeiro a criar uma máquina para desmembrar esse código, e desde então ele tem se dedicado a melhorá-la. Uma vez decodificado o primeiro genoma, o professor tem pressionado pela ideia de que é preciso ir adiante e sequenciar o genoma de todas as pessoas. Críticos apontaram a astronômica cifra que o custo de sequenciar o primeiro DNA alcançou: US$ 3 bilhões. Como resposta, Church construiu outra máquina.
O valor agora é de US$ 5 mil por genoma, e o professor crê que muito em breve esse valor cairá para uma fração, ou décimo ou vigésimo disto - mais ou menos o valor de um exame de sangue. Sequenciar o DNA humano de forma rotineira abrirá uma série de possibilidades, diz George Church. Uma vez que "ler" um genoma se torne um processo corriqueiro, o professor de Harvard quer partir para "editá-lo", "escrever" sobre ele.
Ele vislumbra o dia em que um aparelho implantado no corpo seja capaz de identificar as primeiras mutações que possam levar a um potencial tumor, ou os genes de uma bactéria invasora. Nesse caso, será possível tratá-los com uma simples pílula de antibiótico destinado a combater o invasor. Doenças genéticas serão identificadas no nascimento, ou possivelmente até na gestação, e vírus microscópicos, pré-programados, poderão ser enviados para o interior das células comprometidas e corrigir o problema.
Para fins científicos, Church tem defendido a polêmica ideia de disponibilizar sequências de genomas publicamente, para que cientistas tenham oportunidade de estudá-las. Church já postou na rede a sua própria sequência de DNA, além de outras dez. O objetivo é chegar a 100 mil.
"Sempre houve uma atitude (em relação à genética) de que você nasce com seu 'destino' genético e se acostuma com ele. Agora a atitude é: a genética é, na verdade, um conjunto de transformações ambientais que você pode empreender no seu destino", acredita Church.
Fonte: http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2011/09/avanco-no-dna-permitirao-viver-ate-os-150-anos-diz-cientista.html
Por: grupo 1